A Educação e a Reforma Luterana

No dia 15 de outubro celebra-se o Dia do Professor e da Professora. Dezesseis dias depois se festeja o Dia da Reforma. Unindo as duas comemorações, segue uma reflexão acerca da influência da Reforma Luterana no processo de transformação e desenvolvimento do sistema educacional.

Diferente de outros textos que aqui publico, este é mais longo. Ainda assim, vale a pena aproveitar a reflexão:


O SISTEMA EDUCACIONAL NO TEMPO DA REFORMA
Durante os séculos XIV e XV a Europa vivenciou um alvorecer intelectual. Por todas as partes instituições educacionais vinham florescendo.[1] As diversas ciências estavam fomentando os processos de emancipação educacional.[2]A vida universitária, pelo menos aparentemente, pareceu beneficiar-se dum surto notável. Em menos de dois séculos os ‘studia’ multiplicaram-se nos países onde as escolas já prosperavam há muito tempo e espalharam-se por toda Europa germânica e eslava, [...].”[3]

Todas estas importantes instituições que foram surgindo ou desenvolvendo-se estavam à mercê do poder eclesiástico do papado e emaranhados por uma constante batalha por conta da manutenção de poder e destaque por parte dos diversos principados e “nações” europeias. Cada região política queria prevalecer em diversos âmbitos e isto gerava conturbadas disputas políticas.[4]

Para as lideranças políticas, o investimento educacional, não visava uma educação em prol da formação social. “Para os soberanos, trava-se de acentuar a autonomia intelectual do Estado, de reter os estudantes nacionais, de atrair os estrangeiros e finalmente enriquecer a sua reputação.”[5] O papado concedia ou coibia as possibilidades de transformações no âmbito educacional de acordo com os interesses particulares dos bispos, prelados, principados e a cúria romana.[6]

Já no seu tempo de florescimento, a vida universitária estava transformando-se em instrumento governamental para uma glória patriótica particular e manejo político:
[...] na concessão dos privilégios, nomeadamente nos tempos de Clemente VI e Urbano V, o papado hesitava por vêzes em multiplicar os centros de estudos [...]. Cada organização pretendia obter as luzes de grande número de doutores, como se verifica pelas bulas de fundação de Heidelberg (1386), Colônia (1388) e Erfut 1389). [...] as Universidades permaneciam submetidas à jurisdição eclesiástica, embora dependessem, ainda mais, dos mecenas e dos príncipes que as dotavam.[7]

É perceptível o porquê de, no tempo em que se inserem as propostas reformatórias, haja a necessidade de reformar também o sistema educacional. Nestas constantes disputas de poder, controlando os meios intelectuais, originou-se uma crise no sistema educativo escolar e universitário.[8] Algumas instituições vegetavam ou até mesmo desapareciam; o número de estudantes decrescia década trás década;[9]

Quem controlava os centros educacionais era a igreja. No entanto, os líderes religiosos ou não estavam preocupados com o processo educacional ou nem sequer tinham senso crítico para propor uma educação social e religiosa. Por exemplo, o alto clero valia-se do poder eclesiástico para beneficiar-se, buscando seus próprios interesses econômicos e políticos.[10] Para este era lógico que a educação não lhes seria útil em nada. Por que fomentar mentes criativas e críticas? A preocupação pela situação vivencial do povo comum e por sua instrução educacional era inexistente, vista desde o alto clero.

Em contrapartida, o baixo clero, por sua vez, vivia em uma atmosfera de ignorância. Sua condição educacional era mínima e quase inexistente:
Eram freqüentes, nesse período [da Reforma], as reclamações a respeito da formação do clero e dos religiosos, para os quais não existiam seminários nem programas formativos homogêneos. Poucos prelados tinham os estudos universitários completos [...][11]

Diante de toda esta realidade vivencial, onde a constatação de uma ignorância forçada, isto é, de um desprezo pela educação social era uma triste constatação, surge a necessidade de reformas, transformações e melhorias em todos os setores da vida social: religiosa, cultural, educacional, econômica, etc. Toda a esfera social carecia de uma urgente mudança. O historiador ZAGHENI afirma que
A reforma é uma necessidade comum a toda a Europa e teve suas diferentes respostas: a protestante e a católica. Ambas têm suas raízes na tardia Idade Média européia e ocidental, confrontam-se com as mesmas expectativas e problemas, com a mesma situação cultural, espiritual e política e são condicionadas por um desafio comum.[12]

Em vista de todos estes argumentos, pode-se perceber que a situação educacional no final da Idade Média era fruto de uma completa desorganização da Igreja e do Estado.[13] Os interesses pessoais estavam acima da preocupação com a formação educacional para uma vida mais plena.[14] Ciente disto, algo deveria ser feito.[15] Percebendo esta realidade adentramos à eclosão da Reforma.

No século XVI estava-se num momento extremamente crítico. Uma ação tal como a da Reforma, com plena certeza, era necessária. Por intermédio do modo de pensar humanista (o humanismo estava incrustando-se nas decisões reformatórias)[16] a Reforma estava ganhando corpo no meio acadêmico.[17] Mas, diante da crise social e religiosa, as reflexões precisavam tornar-se em atos concretos para efetivar as ideias de uma Reforma em sentido real. E eis que se deu o início do processo.

O IDEAL REFORMATÓRIO NA EDUCAÇÃO

Oficialmente, as transformações tiveram início em 1517, aos 31 dias do mês de outubro. As reflexões estavam fervilhando em Wittemberg e nas regiões circunvizinhas. Alguns anos já haviam passado e alguns reflexos foram sendo percebidos. Infelizmente, algumas ideias haviam sido mal compreendidas. Pessoas como Karlstadt[18] propagavam uma simplicidade religiosa na qual a instrução tornava-se desnecessária.[19] Observa-se que em virtude destas deturpadas compreensões do ideal reformatório “[...] surgiu repentinamente uma decadência muito perigosa no ensino.”[20]

O movimento reformatório precisava dar atenção especial ao sistema educativo, num primeiro momento para resolver o problema da “[...] dissolução de mosteiros, cujos ocupantes em grande parte se dispersaram [...]”[21] e “Dessa maneira as instituições de formação existentes, escolas de latim e universidades, estavam subitamente em falta de alunos e estudantes.”[22] Isto causou um quase desaparecimento das instituições de formação. E, em segundo lugar, era necessário reorganizar o sistema educativo.[23] Lutero e Melanchthon batalharam avidamente para consolidar uma nova realidade no processo e no método educacional. A Reforma, muito mais do que somente reorganizar a vida eclesiástica do fim da Idade Média, pôde inferir ativamente na reestruturação da formação educacional em seus diversos setores.

As propostas de Reforma da Igreja estão permeadas de iniciativas para a reforma no sistema educativo. Um dos fatores que faz levar essa tese em consideração é a da cosmovisão da época, onde sociedade e igreja são partes integrantes de um mesmo universo vivencial.          Por isto mesmo é que Lutero em sua “[...] proposta de Reforma compreende a dos estudos, da pregação e da teologia (fontes, autoridades, métodos); e deve basear-se teologicamente na justificação gratuita pela fé na misericórdia de Deus prometida em Cristo.[24]

Possivelmente isto se deva ao fato de o Humanismo estar tão intrinsecamente conectado ao ideal reformatório, uma vez que os ideais renascentistas e humanistas haviam adentrado anteriormente nas universidades. Não é exagero afirmar que o Humanismo foi extremamente importante para auxiliar a Reforma a influir no modelo educacional vigente naquele período. E a Reforma, tendo como base intelectual teólogos humanistas, valeu-se desta possibilidade para difundir seus ideais.[25]

De maneira objetiva, não podemos entender a influência da Reforma para a Educação unicamente com a chave de leitura do humanismo-renascentista. Isto delimitaria e até distorceria a intenção dos reformadores.[26]

A Reforma deu-se num tempo fortemente influenciado pelo humanismo-renascentista. Melanchthon deu à Reforma e ao luteranismo um cunho humanista, mas as influências mais atuantes desta filosofia sobre o luteranismo deram-se num tempo posterior a Lutero e Melanchthon. [27]

Tratando-se dessa ingerência no tempo da eclosão da Reforma, sabe-se também que alguns humanistas, a exemplo de Erasmo de Roterdã,[28] foram responsáveis por críticas e contendas com Lutero e os Reformadores de Wittemberg. Justamente neste período, quando a imagem de Lutero foi contestada e questionada, percebe-se uma resistência à Universidade de Wittemberg.[29] Tirava-se o seu crédito por duvidar-se de sua proposta educacional, bem como por sua localização provinciana.[30] Isto quer dizer, o Humanismo não foi somente aliado da Reforma. Para tanto não podemos alinhar a Reforma com o Humanismo de forma geral. Isso seria um viés interpretativo ingênuo.

Quanto à questão relativa à localização provinciana da Universidade de Wittemberg, vale recordar que ela era relativamente nova e foi fundada no Principado da Saxônia por conta da divisão de territórios. O Príncipe Eleitor da Saxônia via a necessidade de uma universidade local forte e fomentadora de uma educação que fizesse seu território ser reconhecido.[31] Nesse sentido, a proposta educacional da Universidade de Wittemberg sempre apoiaria ideologias e visões progressistas, tal como foi a Reforma. Sempre haveria um apoio aos ideais de transformação, pois a corte necessitava de ‘expansão’ nos mais diversos setores.[32] Por isso mesmo, consideremos também que esta universidade somente foi construída em Wittemberg em virtude de uma expansão econômica surgida nessa região.[33]

Percebemos que foi exclusivamente por iniciativa da Reforma e de Lutero que “[...] surgiu um sistema escolar evangélico erudito.”[34] A partir da eclosão do ideal reformatório e das conseqüências com ela advindo, a Reforma “[...] se dedicou à formação ginasial e conclamou as cidades alemãs a criar escolas para moças e rapazes, a fim de serem preparados para o ministério da pregação bem como para profissões eruditas seculares.”.[35]

A CONTRIBUIÇÃO PEDAGÓGICA DO HUMANISTA PHILIPP MELANCHTHON
Melanchthon[36] é um dos principais expoentes na Reforma Protestante que se identifica claramente com a corrente humanista.[37] Ele foi influenciado por Lutero no que tange às compreensões teológicas a partir da visão advinda com a Reforma e Lutero foi fortemente influenciado pelo modo de pensar de Melanchthon,[38] a partir da hermenêutica humanista.[39] Em certo grau e sentido o humanismo está de mãos dadas com a Reforma e as duas estão completamente direcionadas no processo de reestruturação do modelo educacional da época.

Pode-se classificar o humanismo como “[...] um movimento internacional de cultura, formação, erudição centrado na literatura (filologia, gramática, retórica, lógica) e na moral, [...]”.[40] O humanismo influenciou profundamente a Reforma quando se percebe nela as principais características daquele movimento. Alguns historiadores delimitam-na como sendo “[...] uma febre de erudição: descobrir, publicar, estudar, imitar os autores clássicos, aprender as línguas. Portanto, um retorno às fontes.”[41]

É possível compreender a contribuição de Melanchthon para a Educação, a partir da ação da Reforma, na medida em que se percebe que, na ótica humanista, “há um interesse pela educação, em particular pela reforma das escolas e das universidades, [...]”.[42]

Diversas proposições de Lutero, as quais podem ser interpretadas como de cunho pedagógico, isto é, educacional, foram em grande parte refletidas e sugeridas a partir das reflexões com Philipp Melanchthon. Lutero não abstraiu suas principais formulações teológicas em seu tempo monacal, onde a escolástica era a chave mestra no processo educacional. Muito do que Lutero passou a defender como ideais transformadores da sociedade e da igreja foi, em grande parte, fruto do contato com Melanchthon e sua hermenêutica humanista.

É justamente na Universidade de Wittemberg, em contato com o erudito humanista Philipp Schwarzert (Melanchthon), que muitas das formulações da teologia da Reforma ganharam corpo e fundamentação.[43]

Melanchthon tinha apenas 21 anos quando tornou-se professor de grego em Wittemberg.[44] Ele era cerca de 15 anos mais jovem que Lutero, que o influenciou sobremaneira na perspectiva de que Melanchthon veio a tornar-se por excelência um cristão evangélico e especialista em dogmática da Reforma.

Por conseguinte, Melanchthon contribuiu ativamente no processo de desenvolvimento da Reforma. Seus conhecimentos linguísticos alavancaram a produção teológica. Sua postura educativa o fez ser reconhecido como gramático-mor da língua alemã, contribuindo por gerações para todo o processo educacional na Alemanha. O entusiasmo perceptível em Lutero para o estudo e aprofundamento das “línguas” é evidentemente fruto do contato íntimo e amistoso com Melanchthon.

Graças ao contato com os humanistas, em maior medida com Melanchthon e em menor com outros pensadores, Lutero passou a entrar para o mundo do humanismo e este tornou-se o seu mundo.[45]

Quando se fala da Reforma como contribuinte para a melhoria do sistema educativo, pode-se constatar uma divisão de tarefas reformatórias, pois “[...] Lutero concebeu um programa de formação e de escolas. A Reforma das universidades ele delegou a Melanchthon.”[46]

MARTIM LUTERO – UM EDUCADOR

Lutero é essencialmente contextual em seus escritos. Sua forma e estilo de escrever não levavam em conta necessariamente os rigorismos linguísticos, mas a funcionalidade e praticidade para a vida cotidiana dos leitores.[47] Nisto podemos observar que Lutero sempre tem um viés catequético, isto é, educacional em todas as suas obras. Lutero utilizou todas as possibilidades disponíveis a seu tempo para exercer uma influência educativa.[48]

Pode-se perceber na atividade educativa de Lutero, em sentido amplo, uma preocupação pela formação integral do ser. Por isso, “as obras pastorais de Lutero podem ser divididas em obras relativas à vida prática cristã, à catequese e à reforma do culto.”[49] Todas estas três subdivisões vem acrescidas de uma enorme preocupação com a educação e formação integral do ser humano, no relacionamento com a comunidade e Deus.

É uma verdade inquestionável que
No campo da catequese, Lutero atuou como pioneiro, publicando com grande sucesso os primeiros catecismos plenamente desenvolvidos da época moderna. Esse seu empenho é motivado pelo contexto da insuficiente formação do clero e pela situação de analfabetismo religioso do povo cristão. Sua contribuição duradoura e exemplar está na publicação, em 1529, de dois catecismos. [...] O método proposto por Lutero sublinha a importância da memorização de um texto simples.[50]

O caráter educativo está intrinsecamente arraigado na estrutura do ser e fazer igreja a partir da Reforma.
Lutero deu a sua colaboração ao criar no período das visitações os seus dois famosos catecismos, escritos sob o ponto de vista catequético. Primeiro foi publicado o Catecismo Menor em forma de cartazes, então o Catecismo Maior, naturalmente em livro, e finalmente o Catecismo Menor em forma de livro.[51]

Lutero adotou uma postura educativa diferenciada para sua época. Ele tornava-se próximo dos estudantes. Diferentemente do modelo tradicional de sua época, marcado pelo rigorismo e especulação da escolástica, Lutero envolvia-se na cotidianidade dos estudantes. A exemplo disto, Lutero, em seu lar, acolhia diversos estudantes num estilo de pensionato e, na convivência comum, informalmente, tratava de temas teológicos e outros da atividade educacional, promovendo uma educação a partir do relacionamento pessoal e direto.[52]

Lutero “[...] deu a seu povo uma unidade interna, intelectual [...]”.[53] Ao desenvolver o seu programa de Reforma da Igreja, coloca em prática a verdade bíblica da igualdade. Ao proporcionar e motivar que todos possam ter acesso à educação, está fomentando que todas as pessoas tenham possibilidades na vida e está valorizando as mais diversas profissões. Nisto está explícita a ‘doutrina da justificação por graça e fé’, bem como a doutrina do ‘sacerdócio universal de todos os crentes’, juntamente com a compreensão sobre ‘vocação’.[54]

Martim Lutero foi extremamente inovador, visionário e inclusivo. Isso é evidencial, por exemplo, no que tange à questão de gênero, pois “preconiza uma reforma fundamental do ensino universitário e do direito. Reclama a criação em cada cidade de uma escola de moças. Roga ao Senhor que ele dê à nação doutores em teologia, médicos e juristas.” [55]

Alguns historiadores ainda afirmam que “a obra criadora de Lutero no campo linguístico, cujo melhor testemunho é a sua ‘Bíblia Alemã’, foi comemorada por muitos com as mais eloqüentes palavras.”[56] E, de tal maneira, compreendem que “o significado singular de Lutero para a cristandade está primeiramente no aguçamento da consciência da verdade. [...] Lutero ensinou ao indivíduo a fazer valer exclusivamente a verdade em todos os assuntos de fé, na convicção, ação e em toda a sua vida.[57]

Em suma, toda as ações propostas por Lutero tem caráter educativo. O próprio Melachthon afirma isto ao escrever na biografia sobre Lutero: “Essas coisas eu relato para que as pessoas [...] saibam igualmente que Lutero reformulou toda a doutrina da igreja, restabelecendo, simultaneamente, a beleza litúrgica e a simplicidade das cerimônias, dando assim um belo exemplo de como as igrejas devem ser organizadas corretamente.”[58]

Conforme o testemunho de Philipp Melanchthon, “não tinha Lutero a intenção de prender os corações aos seus escritos, mas, através deles, conduzir os corações de todos às próprias fontes.”[59]

A REFORMA NA EDUCAÇÃO

Em todas as propostas de Lutero e dos reformadores de Wittemberg sempre haverá um foco primordial pela educação. A vida do indivíduo social, no ambiente religioso e secular, é dedicadamente vislumbrada pelas propostas reformatórias, uma vez que sempre há um interesse pela educação integral.

Lutero e a Reforma foram importantíssimos para que a Educação e o ensino realmente alcançassem as diversas camadas populacionais, não somente na Alemanha, mas em todos os lugares onde a Reforma inferiu. A Reforma “colocou a mão” na Educação e contribuiu diretamente para a sua melhoria e desenvolvimento até os dias atuais.

Marcelo Peter


[1] É importante atentar ao fato histórico de que as universidades surgiram na Idade Média. Foi a Igreja a principal responsável por seu surgimento, mas os Estados e principados estavam mais interessados em controlar seu desenvolvimento. Assim, a política de controle de poder (secular e clerical) ocasionou suas diversas crises. Cf. MARTINS, Lincoln. Grande História Universal. v. 1. Rio de Janeiro: Bloch Editores, 1976.  p. 252.
[2] Cf. PERROY, Édouard. A Idade Média: o período da Europa feudal, do islã turco e da Ásia Mongólia – Os tempos difíceis (início). 2ª ed. v. 2. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1958. (História Geral das Civilizações) p. 202.
[3] PERROY, v. 2. 1958. p. 199.
[4] Cf. PERROY, v. 2. 1958. p. 203.
[5] PERROY, v. 2. 1958. p. 202-3.
[6] Cf. PERROY, v. 2. 1958. p. 202.
[7] PERROY, v. 2. 1958. p. 202.
[8] Cf. PERROY, v. 2. 1958. p. 204.
[9] Cf. PERROY, v. 2. 1958. p. 204, 206.
[10] Cf. ZAGHENI, Guido. A idade moderna: curso de história da Igreja. v. 3. São Paulo: Paulus, 1999.  p. 29.
[11] ZAGHENI, 1999. p. 30. (O destaque entre parêntesis é um grifo pessoal do autor desta redação.)
[12] ZAGHENI, 1999. p. 34.
[13] Cf. LINDBERG, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001. p. 57.
[14] Cf. LINDBERG, 2001. p. 69,72.
[15] “Às vésperas da Reforma, a questão já não era se a Igreja devia ser reformada, mas sim quando.” LINDBERG, 2001. p. 72.
[16] DREHER, Martin N. A crise e a renovação da Igreja no período da Reforma. v. 3. 3ª ed. São Leopoldo: Sinodal, 2004. p. 8.
[17] “Praticamente todas as tendências da Reforma têm traços humanistas. Não há nenhuma orientação que tenha rompido com o Humanismo, nem mesmo Lutero. Há, isso sim, delimitações frente a determinadas tendências.” DREHER, 2004. p. 12.
[18] Cf. LINDBERG, 2001. p. 117-120.
[19] Cf. LAU, Franz. Lutero. São Leopoldo: Sinodal, 1974. p. 73.
[20] LAU, 1974. p. 73.
[21] LAU, 1974. p. 73.
[22] LAU, 1974. p. 73.
[23] RODRIGUES, Marcos Antônio. A Educação em Lutero – Um estudo introdutório. Pelotas, 2000.p. 20.
[24] ZAGHENI, 1999. p. 34-5.
[25] Cf. LAU, 1974. p. 18.
[26] Cf. LAU, 1974. p. 19.
[27] Cf. WITTHAUS, Carlos. Martín Lutero como pedagogo. In.: IGLESIA EVANGÉLICA LUTERANA UNIDA. Escritos pedagógicos de Martín Lutero. Buenos Aires: ________, 1996. p. 16.
[28] Para uma compreensão do contexto destes intensos debates entre o humanista Erasmo e o reformador influenciado pelo Humanismo Lutero, leia-se: LIENHARD, Marc. . Martim Lutero: tempo, vida, mensagem. São Leopoldo: Sinodal, 1998. p. 134-143.
[29] SIMON, Edith. A Reforma. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971. (Biblioteca de História Universal). p. 42-43.
[30] Cf. LAU, 1974. p. 19.
[31] Cf. LAU, 1974. p. 20.
[32] PERROY, v. 2. 1958. p. 199-207.
[33] Cf. LAU, 1974. p. 19.
[34] LAU, 1974. p. 74.
[35] LAU, 1974. p. 74.
[36] Para uma breve visão biográfica de Melachtohn, leia-se: LINDBERG, 2001. p. 116-7.
[37] Cf. DREHER, 2004. p. 7.
[38] Lutero, sim, foi fortemente influenciado por Melanchthon, mas eles diferiam em vários temas. No que tange à participação humana no processo salvífico, Lutero jamais arredou uma vírgula. Melanchthon e Lutero permaneceram amigos por toda a vida. Lutero buscava não entrar em contenda com seu principal discípulo e colaborador, mas evidentemente não concordava com este em alguns pontos fundamentais da Teologia da Reforma. Cf. (DELUMEAU, 1985. p. 50-1.) São perceptíveis as diferenças na forma de pensar destes principais articuladores da Reforma. Saindo relativamente do ‘assunto’, percebe-se que Lutero e Melanchthon diferiam gradativamente justamente por suas diferentes perspectivas a partir da ótica humanista. Por exemplo, no que concerne ao conceito de Palavra. “Para Lutero ela consiste, sobretudo, em expor diante de uma assembléia o testemunho íntegro e contagiante de uma alma crente possuída e nutrida pela mensagem divina. [...] Segundo Melanchthon, o Ministério da Palavra é de Ensino, e seu papel primordial é expor corretamente a doutrina da Bíblia.” STROHL, 2004. p. 211.
[39] DELUMEAU, 1985. p. 36.
[40] ZAGHENI, 1999. p. 47.
[41] ZAGHENI, 1999. p. 48.
[42] ZAGHENI, 1999. p. 48.
[43] Cf. LAU, 1974. p. 71.
[44] Cf. LAU, 1974. p. 71-2.
[45] Cf. LAU, 1974. p. 72.
[46] LAU, 1974. p. 73-4.
[47] ZAGHENI, 1999. p. 113.
[48] ZAGHENI, 1999. p. 113.
[49] ZAGHENI, 1999. p. 115.
[50] ZAGHENI, 1999. p. 115-6.
[51] LAU, 1974. p. 91.
[52] Cf. LAU, 1974. p. 7.
[53] LAU, 1974. p. 8.
[54] GREINER, Albert. Lutero – Ensaio Biográfico. São Leopoldo: Sinodal, 1969. p. 76-7.
[55] GREINER, 1969. p. 74.
[56] LAU, 1974. p. 8.
[57] LAU, 1974. p. 109.
[58] MELANCHTHON, Filipe. Lutero visto por um amigo. Porto Alegre: Concórdia, 1983. p. 33.
[59] MELANCHTHON, 1983. p. 45.

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