Tudo muda, Cristo nunca!

Às vezes a nossa história contemporânea é útil e propícia para que reflitamos acerca de determinados assuntos. A música que se torna popular entre os jovens é uma forma de analisar e ver a história.

Pra começar, por acaso você ainda se recorda quem é Felipe Dylon? Arrisco-me a dizer que, caso você se recorde, tem apenas uma vaga memória de quem seja. Eu precisei ir ao Google pra relembrar quem é: foi em 2004 que ele fez sucesso com suas “musiquinhas”, agradando adolescentes e outros seres. Hoje ele esta esquecido.

Na atualidade, diante da febre do tal Sertanojo, Sertanejo Universitário, todos conhecem e ouvem Luan Santana. Mas, e daqui há 5 cinco anos? Será que alguém vai se lembrar deste cantor?

Observando esses fenômenos da música, é perceptível sua transitoriedade. Isto ocorre por conta de sua falta de conteúdo e real valor para o sentimento, o afeto e a reflexão crítica das pessoas.

Em contrapartida, eu, outros jovens, pessoas de 30, 40 e até mais anos se recordam de Renato Russo e suas músicas eloquentes na banda Legião Urbana. Em qualquer festa ou rodinha de cantoria alguém, independente da faixa etária, vai pedir: “toca Raul”.

Esse estilo de música também é passageiro. Mas, não é febre de momento. Permanece por mais tempo na memória e na vida reflexiva de seus ouvintes, porque os faz questionar seu modo de viver e suas atitudes. Como é bom ter música com real conteúdo!

Mesmo assim, tanto faz se você ouve Felipe Dylon, Luan Santana, Legião ou Raul. Todos temos que concordar que tanto os primeiros como os últimos irão desaparecer no tempo e na história. Nisto foi sábio Lulu Santos, ao cantar: “Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa. Tudo sempre passará”.

A rigor, na vida tudo é passageiro. Tudo é transitório e nada permanece para sempre. Esta é nossa maior tristeza e dor. Nós também somos temporários. Não somos efetivos. Também desapareceremos.

A Bíblia nos mostra que por conta de nossas falhas, erros e teimosias estamos fadados ao desaparecimento (Gn 3.19). Nossa vida é finita. Somos como a erva do campo que hoje brota e amanhã desaparece (Mt 6. 30). Isto gera dor e desespero, mas há uma esperança.

Sim, a Bíblia não camufla a verdade sobre a nossa vida imperfeita e mortal. Ela não disfarça a realidade. E por isto, diante das realidades passageiras, diante das inconstâncias da vida, ela nos anima com a grande Verdade: em Hebreus 13.8 está escrito que “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.” Ele é o permanente e eterno diante da transitoriedade e inconstância da vida.

Jesus, ontem e hoje e para sempre será nosso Senhor e Salvador. Ele, na cruz, no sofrimento e na ressurreição nos presenteou a salvação e a vida eterna. Não precisamos mais nos lamuriar por conta de nossa finitude. Podemos nos alegrar em Cristo e perceber que Ele quer permanecer hoje e sempre conosco.

Isto nos motiva para que em nossa vida de fé demonstremos a salvação que Ele nos concede para a vida eterna. Esta salvação que não é transitória ou passageira precisa ser vivenciada já agora nesta vida que não é eterna, mas que deve refletir a eternidade de Deus.

Ontem, hoje e para sempre Cristo é meu Senhor.
Tudo muda, Cristo nunca. Glória ao Salvador!
Glória ao Salvador, Glória ao Salvador!
Tudo muda, Cristo nunca. Glória ao Salvador!” (HPD 248)

Marcelo Peter