O inferno existe


Como lidamos com a vida? Como vivemos? Esse bucólico questionamento não é tão simples de ser respondido. A primeira vista a resposta parece tranquila, todavia num meticuloso olhar a contestação é nebulosa.

A forma de viver a vida faz toda a diferença. O jeito de lidar com as decisões é necessariamente essencial para o “caminhar” do ser humano. A certeza nas decisões fundamenta os passos.

Nossa vida oscila sempre. Nossas emoções variam perpetuamente. Nosso estado de ânimo, de espírito, ondulam constantemente. A forma como vislumbramos a vida faz a diferença.

Nem todos acreditam no inferno. Muitos, milhares e até milhões não acreditam no inferno, mas vivem como num inferno. Suas vidas estão entregues à desgraça da falta de esperança. Seus dias estão acorrentados à intragável realidade da desesperança. Não conseguem vislumbrar uma realidade distinta, diferente e contagiada de felicidade.

Muita gente não crê no inferno. Não crê mesmo! O inferno enquanto espaço físico e geográfico é uma “balela” da teologia e religiosidade medieval. Mas essa “muita gente” não precisa crer na existência do inferno como algo exterior e localizado em algum espaço. Elas têm o inferno incrustado nelas. O inferno as acompanha e com elas acasala a todo instante.

Essa realidade do inferno não medieval, o moderno, aquele que não tem espaço físico, mas mental, psicológico e vivencial é chamado de “o mal do século”. Seu codinome é “DEPRESSÃO”.

Hoje virou moda não crer em formulações tradicionais da religiosidade. Essas formulações ganharam uma nova roupagem, um novo traje. A depressão, e os desastres com ela advindos, diminuem a necessidade da existência infernal exterior. O inferno dorme junto, acorda junto e vive junto com o ser humano. Não precisamos mais temer a condenação ao tormento eterno no além. O aquém já é um tormento para quem não observa o raiar da esperança na vida, na nova vida que Cristo nos conquistou.

São muitos os motivos que levam as pessoas a viverem acompanhadas do inferno do novo século. Por isso mesmo é mais importante ainda ressaltar que o amor de Deus nos acompanha e nos anima a ser reconduzidos para a viva esperança em Cristo até mesmo no mais profundo abismo de tormento infernal.

Por intermédio da fé viva e atuante proveniente da ação bondosa e graciosa de Deus em Jesus Cristo, todos nós conseguimos passar pelo inferno depressivo da vida mortificada e retornar a uma nova e real esperança para uma vida que seja vivificante e revigorante.

A comunhão de fé; a meditação na palavra de Deus; o encontro com Deus, conosco mesmos e com o próximo é o elixir para vivenciar novos horizontes de fé. A comunhão cristã derruba o muro que nos impede de ver a vida verdadeira. Com Deus o inferno deixa de existir, pois Ele, em Cristo, venceu o mal que nos impedia.

Fortaleça a fé, a esperança e o amor em Deus. Ele te conduzirá pelos caminhos da esperança de um céu aqui mesmo e depois e assim o inferno não existirá.

Marcelo Peter